Relatório Episcopal - XXXVIII Concílio da DASP

Estimados irmãos e irmãs...

 

No dia 28 de julho desse ano completou-se o primeiro ano de minha ordenação episcopal e posse como bispo diocesano.

E meu desejo foi e é que trabalhemos juntos para o crescimento e santificação de nossa diocese.

Fico comovido quando me lembro daquele dia: a presença de tantos bispos de nossa e de outras províncias; os fiéis vindos das paróquias e missões; recordo-me das esperanças expressas por palavras de alguns e das estampadas nos rostos de muitos.

Nesse primeiro ano busquei conhecer mais profundamente a realidade de nossa diocese.

Nas minhas visitas episcopais, com espírito aberto e acolhedor, busquei ouvir e instruir sempre apoiado na Palavra de Deus e no que vou aprendendo na convivência com as pessoas por onde passo.

Sinto que os laços de confiança entre nós têm se fortalecido. Mas ainda é preciso que cada clérigo, cada ministro, cada fiel assuma com sua parte de responsabilidade na expansão do Reino, no crescimento da Igreja de Jesus Cristo.

Nesse Concílio refletiremos sobre a missão da Igreja ou sobre a nossa missão.

Queremos, como diocese, nos colocar a caminho, num espírito de peregrinação, pois sabemos que não temos aqui morada definitiva.

É preciso também cultivar em nós um espírito de solidariedade, sobretudo com os mais carentes, porque o próprio Jesus manifestou seus mais sinceros cuidados e atenção para com os desprotegidos.

Meus irmãos e irmãs lembremo-nos que como diocese anglicana, devemos ser comunidades transformadas e transformadoras, focos de irradiação da Boa Nova e de vida para todos.

As pessoas só acreditarão no Evangelho e na ação de Deus, se virem como nós nos amamos, e se trabalharmos unidos para que esse mundo seja edificado conforme os valores evangélicos do amor serviçal, da justiça que promove a vida para todos e atenua as desigualdades, e da comunhão de irmãos que nos faz levantar nossas vozes e mãos em ação de graças ao nosso Deus Criador.

Ao tomarmos o lema da CONFELIDER para nosso Concílio Diocesano, queremos lembrar que não somos uma diocese isolada, mas somos parte da comunhão anglicana existente no Brasil. Sei que temos um longo caminho a percorrer, mas enquanto o fazemos, nesses dois dias em que estaremos reunidos na presença de Deus Trindade, criemos espaço dentro e fora de nós para transformar, avaliar e celebrar o que percebermos como apelo de Deus.

Saibamos respeitar os ritmos diferentes de cada comunidade; busquemos caminhos e meios para sermos agentes e promotores dos sonhos e esperanças das pessoas.

Precisamos motivar a ação pastoral na nossa diocese. Como responder aos desafios que esse imenso centro urbano nos propõe? A cidade continua como rebanho, abatido, desanimado e sem pastor.

Que Deus nos dê coragem e ânimo. Que acreditemos nas palavras de Jesus, que prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

Acolhamos esses dois dias como Kairós, o tempo de Deus e da Graça, momento único que ele nos dá para observar os frutos que estão crescendo a partir do que foi semeado pelos que vieram antes de nós. E percebamos também a necessidade de trabalhar para uma nova semeadura.

Querido rebanho, não tenha medo de limpar o terreno, tirar tudo o que sufoca a obra de Deus que insiste em nascer.

Deus conta conosco e eu também conto com a oração de cada um de vocês.

 

A todos minha bênção e apoio fraterno, sempre.

 

+ Hiroshi Ito