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Oração


Oração: palavra tão falada, porém tão difícil de se expressar, porque não sabemos orar como convém.

O que é oração?

Oração é um relacionamento, uma comunicação com Deus. Não é um monólogo. É uma conversa entre duas pessoas: você e Deus. É um meio de nos sintonizarmos com o nosso Mestre.

Para que haja harmonia, é necessário viver em comunhão com Deus. O pecado impede essa comunhão, mas a oração, a leitura da Palavra e o encontro real com o Senhor ajudam a estar em comunhão com Ele. Só assim podemos conhecê-Lo e fazer a sua vontade.

Ao ouvir os passos ou a voz da pessoa que amamos, logo reconhecemos quem é, assim deve ser entre nós e o Senhor: reconhecer os Seus passos, a Sua voz é ter uma intimidade profunda com Deus.

Quando lemos Rm 8,26 “também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira com gemidos inexprimíveis”, percebemos que lendo as Escrituras e mantendo um relacionamento de amor com Deus, o Espírito Santo atuará em nós revelando verdades, propósitos e caminhos que devemos andar. No dia-a-dia, esquecemos dessa comunhão e nos transformamos em uma geração que não ora. Resgatemos nossa vida de oração, passando um período de adoração, louvor e agradecimento, permitindo que o Espírito Santo dirija nossa oração de acordo com a vontade de Deus. Afinal ela é essencial na vida do cristão.

Muitos fazem planos e com os próprios esforços esperam o melhor para o futuro; só lembram de Deus quando entram em crise. E se decepcionam com Deus, questionam os porquês, acreditam que Deus os esqueceu ou desistiu dele; quando na realidade ele é que decepcionado, esqueceu do Senhor, por não confiar e não buscar Sua direção.

“O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor” Pv 16,1.

Estou lendo um livro que traz uma sugestão bem interessante a respeito da oração. Diz o seguinte:

“Fale a Deus tudo que vai em seu coração, como quem descarrega para um amigo todas as suas dores. Conte-lhe seus problemas, para que Ele possa confortá-lo; fale-lhe de suas alegrias, para que Ele possa moderálas; conte-lhe seus anseios, para que ele possa purificá-los, fale de suas antipatias, para que Ele o ajude a superá-las; fale de suas tentações, para que Ele possa protegêlo delas; mostre-lhe as feridas do seu coração, para que Ele possa sará-las; exponha- lhe sua indiferença para o bem, sua inclinação para o mal, sua instabilidade. Conte-lhe como o amor por si mesmo torna-o injusto com os outros, como a vaidade o tenta a ser insincero e, como o orgulho mascara o que você é realmente para si mesmo e para os outros.

Derramando dessa maneira, perante Ele as suas fraquezas, necessidades e problemas não haverá falta de assunto para a conversa.

Você nunca esgotará o assunto, pois ele está sempre se renovando. As pessoas que não têm segredos umas para as outras nunca ficam sem ter o que conversar. E elas não medem suas palavras, pois não há nada para ser guardado consigo; nem precisam procurar coisas para dizer. Elas falam do que está cheio o coração; sem parar para ponderar, elas dizem o que pensam. Felizes são aqueles que conseguem atingir esse grau de familiaridade e profundidade em sua comunhão com Deus.”

Confiança, segurança e familiaridade: É isso que Ele quer de você.

“Não andeis ansiosos por causa de coisa alguma; em tudo, porém sejam conhecidas diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graça. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus”. Fl 4,6-7

Precisamos nos apoiar em Deus e saber que nem sempre Ele atende as nossas petições; talvez por que naquele momento não estejamos preparados para receber tal dádiva. Ou por nossa ignorância na petição. “Não sabeis o que pedis” Mt 20,22. O pecado não confessado é outro motivo, pois anula a capacidade de sermos ‘usados’ por Deus e a nossa oração perde todo o poder. Quando nós tivermos consciência da necessidade de manter em santidade, o coração sensível para com Deus, teremos com certeza a alegria da oração respondida; para a honra e glória do Senhor.
Mieko Sakata
Professora da Escola Dominical da Missão Lídia


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