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Vamos resgatar o domingo


E havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a Sua obra que como Deus criara e fizera”.(Gênesis 2:2-3)

No livro de Gênesis, escrito por Moisés em aproximadamente 1450 a 1410 a.C, encontramos que a instituição do domingo como dia destinado ao repouso ocorreu por ocasião da criação; o capítulo 2 do livro de Gênesis relata que depois de terminada a criação dos céus e da terra por Deus, no curto período de seis dias, Ele descansou no sétimo dia. O texto afirma, ainda, que Deus descansou; mas, antes abençoou e santificou o sétimo dia.

Trazendo essa realidade para os nossos dias, vemos que o período semanal estabelecido por Deus a partir da criação, continua o mesmo até hoje. Vamos trazer essa realidade para os nossos dias: apesar das várias mudanças que o calendário sofreu, o ciclo semanal continuou o mesmo, não houve problema de solução de continuidade como muitos alegam, permanece o mesmo desde a criação. Ou seja, Deus santificou o domingo como o dia separado para lembrarmos d’Ele como Criador de todas as coisas, inclusive de nós mesmos. E porque Ele fez isso?

Na verdade, Deus criou o domingo para ser um dia sem trabalho, onde todos pudéssemos estar juntos. E, durante muitos anos isso ocorreu, contudo com as mudanças ocorridas a partir dos meados do século XVIII, em primeiro lugar na Grã-Bretanha e depois no resto do mundo, os homens, mulheres e até mesmo crianças começaram trabalhar nas novas fábricas, onde grande parte das máquinas funcionava, a princípio, pela força hidráulica, passando depois a ser movida a vapor. Hoje, grande parte das pessoas trabalha aos domingos. Assim, estamos perdendo, a cada década 12.480 horas – que deixamos de estar com a nossa família e amigos; 12.480 horas a menos para agradecer a Deus.

E, estamos utilizando essas 12.480 horas para, quando não estamos trabalhando, optar por diversões que nos afastam do convívio da família e principalmente do convívio de Deus. Constatamos isso quando vemos as estradas lotadas aos domingos e os bancos das igrejas vazios.

Diante deste trágico quadro, podemos concluir que desde meados do século XVIII estamos aos poucos desviando o objetivo do domingo criado por Deus – que passou de um dia de agradecimento, reflexão e de união, para um dia de programas de televisão de qualidade duvidosa, bebedeira, ressaca, e, em muitos casos, de depressão pela chegada da segunda-feira.

Assim, desafio a todos nós para resgatarmos o real sentido do domingo e voltar aos belos anos de outrora, a concedendo ao domingo a sua real importância – o dia de confraternização com a nossa família e amigos, e o mais importante, aquele dia para que todos juntos possamos agradecer a Deus por tudo que Ele fez, faz e fará pela vida de cada um de nós.
Sérgio B. Presta
Ministro Leigo da Catedral


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