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Eu sou anglicana


Sou anglicana, e assim sendo uno-me a todos pelos laços de afeição. Como já foi dito por alguém, não estamos unidos uns aos outros por regras rígidas ou regulamentos, nem somos colocados sob o manto da uniformidade teológica. E isso torna as coisas muito complexas.....Uns dizem que isso “é ficar em cima do muro”. Outros chamam isso de liberalismo excessivo. Eu chamo isso de flexibilidade.

Não tenho receita para te mostrar como é ser anglicano. Quem escolhe pertencer a nossa Igreja, faz isso de forma consciente e madura, dentro de sua trajetória de vida, dentro do despertar de sua fé e consciência. É uma escolha, como deveria ser em qualquer religião. Não vim sob ameaça, ou porque me prometeram algo. Não vim para cá porque quero um lugar no céu. Eu quero um lugar na Terra mesmo!

Aqui, ninguém fica me dizendo o que eu devo fazer e o que eu não posso fazer. Quem precisa deste tipo de coisa é criança. Então eu posso fazer o que bem entendo? Não é bem assim. A beleza e a complexidade do anglicanismo residem nessa liberdade e flexibilidade de que as decisões não vêm prontas, de cima para baixo, não são impostas. Veja bem, de novo, isso não significa bagunça! E como é viver essa coisa imensa que é a dúvida, o indefinido, o que-está-para-ser-construído? Ah, isso é coisa para adultos. É para quem sabe o que está fazendo, é coisa para quem pensa com a própria cabeça, é coisa de quem pilota o próprio avião...

Essa Igreja está em construção. E cada um de nós é responsável por essa construção, enquanto membros do Corpo de Cristo. Estou aqui para servir ao Senhor, e não apenas para receber.

Estou aqui para respirar esse ar, para beber desta água, compartilhar o pão, fazer parte disso e deixar que isso faça parte de mim.

Pertencer à Comunhão Anglicana exige de nós a busca incessante por um ponto de encontro. Não um lugar de encontro, parado no tempo e no espaço, mas, um lugar que se move, dinâmico, e que para chegarmos lá, somos chamados a cultivar o diálogo, a escuta, a compreensão, a aceitação, a inclusividade, a integridade e a reconciliação.

Sou anglicana e assim sendo caminho de mãos dadas com a verdade, e com a confiança de caminhar meus passos que me levam a um lugar que só Ele conhece.

Quer experimentar? Então olhe nos olhos, diga o que pensa e sente, corra riscos, tenha medo, e mesmo com medo vá adiante, seja você mesmo, comprometendo-se e entregando-se! Assim você saberá como eu, na pele, no pensamento, no coração, como é ser anglicano por inteiro.
Erica Furukawa
psicóloga e membro da Paróquia de São João - DASP


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