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Desafios na evangelização


Vivemos em uma época de muitos desafios onde os meios de comunicação e manipulação de massas induz as pessoas, cada vez mais, ao repúdio à mensagem do Evangelho. Ser cristão hoje no mundo, requer muita coragem e determinação, porque ser testemunha do amor em um mundo de ódio é ser contrário ao rumo dos ventos.

Por isso, existem pessoas boas e dispostas a reverter essa situação e levar à plenitude o conhecimento da pessoa e da mensagem de Jesus de Nazaré.

Quando iniciamos nossos trabalhos de evangelização com a comunidade da cidade de Suzano, tínhamos consciência de que seria um árduo desafio, que encontraríamos barreiras, mas que conseguiríamos. Hoje, sentimos que a situação não é das melhores, mas insistimos neste trabalho.

As pessoas estão incrédulas com a sua realidade religiosa e social, estão sem esperança em uma vida próspera e um mundo de justiça. Falar de Jesus de Nazaré é, às vezes, gritar no deserto.

Então nos perguntamos: qual seria a solução? Como agir para que a mensagem do Evangelho chegue com força aos corações dos descrentes? Foi a partir desses questionamentos que descobrimos que evangelização não se faz com palavras, mas com gestos concretos.

Após um ano de trabalho, nossos projetos estão em andamento. Criamos o clube das vovós, onde senhoras aprendem artesanato e se reúnem para expor suas idéias, compartilhar experiências e orações; implantamos o curso de alfabetização de adultos e pretendemos ampliá-lo com a implementação da informática e o atendimento educacional para as crianças e jovens da comunidade, mas nos faltam recursos. É esta falta de recursos financeiros que, o mais audacioso de todos os projetos infelizmente até agora não pode ser efetivado: a consulta médica gratuita. Temos a disposição da Dra. Martha Fabiana para o atendimento, mas nos falta meios para transportar os pacientes, que em sua maioria são pessoas idosas ou portadoras de deficiência.

Há ainda, a idéia da aquisição de um terreno para a construção de nossa capela, e assim termos um espaço apropriado para nossos ofícios religiosos e atendimento comunitário.

Temos consciência de que há muito por fazer na caminhada do povo de Deus, que clama por auxílio e solidariedade. E nós, cristãos comprometidos, não podemos nos silenciar diante desse clamor, porque Deus chamou-nos para a messe com o seu Povo.
Antonio F. Bastos
é Postulante da Diocese Anglicana de São Paulo


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